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Na outra ponta do palco, o outro

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Em Setembro de 2006, a idéia Nomada põe-se em acção.

De Outubro a Maio de 2007, textos e fichas de leitura circulam. Cruzam-se diálogos, discutem-se preferências…

Rapidamente, os textos e os autores seleccionados parecem acenar-se, trocar idéias, interpelarem-se uns aos outros.


E aquilo que poderia ser somente um jogo de curiosidade pela beleza do gesto teatral torna-se uma ocasião simples e aprofundada de explorar campos de pesquisa baseados tanto na questão da escrita para o palco, formas e mutações, como na sua capacidade de conter a crítica que o Mundo faz ao mundo.

Seja exprimindo através de uma ou outra das duas Mascaras a tragédia dos homens de hoje, seja utilizando todos os novos meios técnicos á disposição dos criadores, ou apostando no simples gesto da leitura como força suprema, a escrita contemporânea discute/disputa o presente á escala europeia, revela os movimentos e interrogações que atravessam a nossa sociedade e constituem o coração das preocupações dos autores que vos propomos ouvir.

Alguns interrogam as fronteiras reais ou imaginárias, territoriais ou filosóficas que aprisionam as nossas vidas. Outros experimentam caminhos interditos da nossa sociedade “livre”, outros ainda revelam os aspectos absurdos, divertidos ou assustadores da nossa existência de trabalhadores em ponto de ebulição. Todos estão convidados para estas escalas que se tornam ecos, para partilhar o seu ponto de vista, fazer-se ouvir, e confrontar-se com o ponto de vista do Outro.